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A MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, que acontece desde 2014, celebra sua décima edição, entre os dias 13 e 23 de março, com uma programação especial com quatro espetáculos internacionais, uma estreia nacional e diversas oficinas e debates.
A abertura fica por conta da peça Vagabundus, do artista moçambicano Idio Chichava, que tem inspiração no ritual de dança do povo Makonde, com treze performers que dançam e cantam músicas tradicionais e contemporâneas de seu país, além de canções gospel e motivos barrocos.
Este ano, a Mostra homenageia o multiartista brasileiro Antonio Nóbrega, detentor de diversos prêmios. Em 1992, fundou o Instituto Brincante ao lado da esposa, a atriz e bailarina Rosane Almeida. Nesta edição, apresenta Mestiço Florilégio, trabalho multidisciplinar assinado por ambos, que reúne canções, interpretações instrumentais, cenas teatrais, cinematografia e coreografias criadas e interpretadas pela dupla ao longo de 40 anos dedicados à cultura popular brasileira.
Outro destaque é o espetáculo Gaivota, do diretor argentino Guillermo Cacace, inspirado no clássico de Anton Tchekhov com cinco atrizes, que sentadas ao redor de uma mesa, interpretam de forma íntima e visceral os personagens principais da obra. A Vida Secreta dos Velhos, do diretor francês Mohamed El Khatib, constroi um retrato plural e lúcido sobre a reinvenção da sexualidade na velhice, com seus ritmos e tempos próprios.
A estreia nacional deste ano é o espetáculo Réquiem SP, que stabelece um diálogo entre distintas linhagens de dança, como o balé, o jumpstyle e as danças urbanas populares. Criada, dirigida e coreografada por Alejandro Ahmed, a obra tem participação da Orquestra Sinfônica Municipal e do Coral Paulistano, sob regência de Maíra Ferreira.
Os idealizadores da Mostra, Antonio Araujo (diretor artístico) e Guilherme Marques (diretor geral de produção) mantêm o propósito de trazer ao público obras com temas e linguagens inovadores e provocativos.
“É um momento de crise do setor e se reflete também nesta edição da MITsp. É uma crise nacional e falta uma política de continuidade nos financiamentos do setor cultural, que impossibilita o planejamento a longo prazo e nos mantém em constante estado de emergência na produção cultural“, disse Guilherme.
Confira a programação completa em https://mitsp.org/